Ageless fever
Na última edição da São Paulo Fashion Week, o desfile da marca Uma ganhou destaque na mídia por levar modelos de beleza madura para a passarela, além de apresentar as belas e elegantes criações de autoria de RAQUEL DAVIDOWICZ. Nós, que estamos de olho na importância das transetárias, convidamos a estilista para um papo. Em pauta, a escolha do cast, e a elegância e a moda sem idade. Confira…
Você acredita que há uma tendência de reverter o eterno culto à juventude com a valorização da mulher mais velha?
Acho que, na verdade, depende muito da proposta de cada marca, no caso da UMA temos uma moda democrática para atender todas mulheres e valorizamos as mulheres independentemente da idade.
Ao que você atribui essa tendência da valorização da imagem e experiência das mulheres maduras? Elas representam o novo cult, ou simplesmente as mulheres não tem mais idade?
Hoje o que vale é a atitude. Ter personalidade, vontade própria e opinião é ser cult.
Como e o que esse perfil de mulher agrega para a imagem da marca?
Esse perfil reforça o DNA da marca, que oferece roupas contemporâneas para mulheres de atitude.
Helen Mirren, Iris Apfel e Jane Schmitt são algumas mulheres maduras que somam seguidoras no hemisfério norte por causa de suas trajetórias e beleza relevantes. Acredita que a mulher brasileira – tão obcecada pela juventude estética – está pronta para ter ícones com rugas, cabelos brancos e opiniões provocantes?
Acho que hoje em dia pelo natural envelhecimento da população brasileira, esse comportamento (obcecado pela juventude) está se transformando, e vem dando espaço para a terceira idade que é cada vez mais valorizada, e se caracteriza como um nicho importante de mercado.
A escolha do cast de seu último desfile celebra a atitude e a personalidade de mulheres marcantes, e deixa a idade em segundo plano. No entanto, a beleza madura e a idade dessas mulheres se sobressaíram. Isso incomoda?
Não me incomoda. Pelo contrário: acho a repercussão ótima, positiva.




COMENTÁRIOS (5)
diva costa
Parabens à Uma (sempre inovadora).
Sou “suspeita” porque faço parte do Grupo Fifty Models, coordenado pela Maria Rosa Von Horn.
01.04.2012 – 22:44