Helen que era mulher de verdade
Fun Fearless Female (em uma tradução livre, “Mulher divertida e destemida”), o slogan da revista americana COSMOPOLITAN (“mãe” da Revista NOVA) define com precisão a sua fundadora, Helen Gurley Brown, que faleceu na última terça-feira (14/8) aos 90 anos em Nova York. Na verdade, Helen era bem mais que isso. Uma mulher à frente de seu tempo. Ousada e inteligente, foi responsável por um divisor de águas não só no mundo do jornalismo, mas também na sociedade moderna. Feminista na prática, mudou a vida de milhares leitoras no mundo todo ao discutir abertamente sobre os mais distintos dilemas da mulher contemporânea, que buscavam identidade, autoconfiança, liberdade.
Sua carreira começou respondendo dúvidas sobre saúde, carreira, relacionamentos e sexo para um pequeno jornal. As questões tomavam quase todo seu tempo livre, e Helen seguiu o conselho do marido e decidiu transformar aquela seção em livro. E assim nasceu o best-seller Sex and the Single Girl (Sexo e a Garota Solteira, sem tradução no Brasil), que virou, em 1964, um filme estrelado por Natalie Wood, Lauren Bacall e Tony Curtis (que aqui no Brasil recebeu o estranho nome de Médica, Bonita e Solteira).
O livro também serviu de inspiração para a criação da revista COSMOPOLITAN, em que Helen foi editora-chefe de 1965 a 1997. Graças ao seu trabalho, a publicação se tornou um fenômeno mundial, que vende cerca de 3 milhões de exemplares por mês só nos Estados Unidos. Hoje, a rede de revistas está em 65 países e tem um número estimado de 100 milhões de leitoras.
Helen Brown deixou inúmeras lições – que nós, mulheres de NOVA, adotamos com orgulho. Mas a principal delas. “Sim. Você pode. Tudo!”




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