Helen que era mulher de verdade

Publicado em 16.08.12 | por

Foto: Reprodução

 

Fun Fearless Female (em uma tradução livre, “Mulher divertida e destemida”), o slogan da revista americana COSMOPOLITAN (“mãe” da Revista NOVA) define com precisão a sua fundadora, Helen Gurley Brown, que faleceu na última terça-feira (14/8) aos 90 anos em Nova York. Na verdade, Helen era bem mais que isso. Uma mulher à frente de seu tempo. Ousada e inteligente, foi responsável por um divisor de águas não só no mundo do jornalismo, mas também na sociedade moderna. Feminista na prática, mudou a vida de milhares leitoras no mundo todo ao discutir abertamente sobre os mais distintos dilemas da mulher contemporânea, que buscavam identidade, autoconfiança, liberdade.

Sua carreira começou respondendo dúvidas sobre saúde, carreira, relacionamentos e sexo para um pequeno jornal. As questões tomavam quase todo seu tempo livre, e Helen seguiu o conselho do marido e decidiu transformar aquela seção em livro. E assim nasceu o best-seller Sex and the Single Girl (Sexo e a Garota Solteira, sem tradução no Brasil), que virou, em 1964, um filme estrelado por Natalie Wood, Lauren Bacall e Tony Curtis (que aqui no Brasil recebeu o estranho nome de Médica, Bonita e Solteira).

O livro também serviu de inspiração para a criação da revista COSMOPOLITAN, em que Helen foi editora-chefe de 1965 a 1997. Graças ao seu trabalho, a publicação se tornou um fenômeno mundial, que vende cerca de 3 milhões de exemplares por mês só nos Estados Unidos. Hoje, a rede de revistas está em 65 países e tem um número estimado de 100 milhões de leitoras.

Helen Brown deixou inúmeras lições – que nós, mulheres de NOVA, adotamos com orgulho. Mas a principal delas. “Sim. Você pode. Tudo!”

 

Missão protetor solar

Publicado em 25.05.12 | por

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Tirei férias há pouco tempo e, maníaca por filtro solar que sou, aproveitei minhas idas à praia e à piscina do hotel para conferir o que outras mulheres e suas famílias estavam usando para se proteger do sol. Notícia boa: não vi ninguém pisar na areia sem carregar ao menos um frasquinho do cosmético. Notícia não tão estimulante assim: o FPS era, em geral, baixo, por volta de 15. O que me fez pensar que a conscientização dos brasileiros em relação aos efeitos danosos do sol pode até estar aumentando, mas permanece bem aquém do desejável.

De volta à redação, fui conferir com alguns fabricantes o que eles têm verificado em suas pesquisas sobre comportamento do consumidor. E é curioso. Apesar de a grande maioria da população (os números ultrapassam 70%) ter plena consciência de que o sol é perigoso e apresenta relação direta com o câncer de pele e o envelhecimento precoce, nem todo mundo quer viver embaixo de um escudo. Quase metade dos pesquisados confessa o desejo de se proteger sem abrir mão de se bronzear (uma boa explicação para o FPS 15 ser tão escolhido…) e um percentual parecido acredita que a pele morena deixa o visual mais sexy.

Para completar, apesar de sermos um país tropical e ensolarado por natureza, o filtro solar é adotado por menos que metade da população. Ou seja, por vontade própria ou por influência de fatores externos (como desconhecimento ou falta de recursos), tem muita gente Brasil afora que não percebeu que manter a pele saudável é, antes de mais nada, uma questão de atitude. E olha que não faltaram, nas últimas décadas, reportagens nas revistas e campanhas publicitárias para educar os leitores/consumidores.

Agora, os cientistas descobriram que, além dos famosos raios ultravioleta, aqueles dos quais a gente fala incessantemente, a radiação infravermelha representa um papel importante no surgimento das rugas e manchas, e talvez tenha conexão com o câncer também. Sua proposta: incluir mais um hábito na rotina de cuidados, o de passar cremes e fluidos antioxidantes toda noite. Talvez lá fora a sugestão seja aceita mais depressa, mas aqui, onde nem o protetor básico tem a adesão de consumo que merece, a moda, infelizmente, deve demorar para pegar.

Só nos resta – aos jornalistas e às empresas – escrever ainda mais textos e elaborar novas estratégias para convencer os banhistas reticentes de que usar filtro solar é bom e é necessário. Apontar os diferenciais e vantagens de cada produto, criar embalagens mais ergonômicas e texturas mais confortáveis e leves e, quem sabe, pensar em promoções que barateiem, mesmo que temporariamente, os preços, são algumas ideias.

100 rooms

Publicado em 11.04.12 | por

Quando você achar que sabe o que a sua leitora pensa, jogue tudo fora – ela já mudou.

A frase apareceu em uma divertida lista do que você precisa saber antes de trabalhar na CAPRICHO, escrita pela então Diretora Criativa da marca e amiga querida, Adriana Yoshida.

Por sugestão da Dri, a redação da CAPRICHO foi visitar 100 quartos de garotas brasileiras entre 13 e 17 anos: abrimos armários, bagunçamos gavetas, fotografamos tudo e conversamos muito. Por que este ou aquele produto? Quais são as regras deste espaço? Qual o seu objeto preferido, sua paixão?

As descobertas foram surpreendentes! Veja algumas delas.

. Rosa e roxo ainda são cores obrigatórias nesse ambiente. Em alguns momentos as garotas se comportam como adultas, mas ainda estão ligadas ao universo romântico e infantil da pré-adolescência. O equilíbrio entre os dois mundos é a marca deste momento.

. O antigo cantinho de estudos deu espaço a um escritório teen! Tem bancada, cadeira com grife e aparato eletrônico de primeira: laptops, netbooks, iMacs e smartphones. Se não estão sobre a bancada, estão no topo da lista de desejos desta garota.

. A maquiagem e os esmaltes são a paixão do momento. Kits completíssimos (com primer, pincéis e coleções de mais 50 esmaltes) são normais no quarto de uma garota de 13 anos. E não, ela não divide a maquiagem com a mãe: tem sua própria paleta.

. Cada menina tem pelo menos dois desodorantes: um supertech e forte (para a educação física) e outro pop, cheirosinho, colorido (para levar na bolsa). Não há como atendê-la com um só produto!

. O guarda-roupa dela é dividido em “dia” e “noite”. Diferente da mulher adulta, que aprende a montar looks flex, as meninas são molecas de dia e sobem no salto de noite. Quem entender essa dualidade ganha pontos com essa garota.

Entender o seu consumidor (ou o seu leitor, o nosso caso) é obrigação bem óbvia. Difícil mesmo é o exercício constante de despedaçar certezas e partir para novas.

Um beijo,

Giu

Ps. 100 rooms é um projeto que CAPRICHO pode dividir com quem também pesquisa e produz para o universo teen. Se você se interessou pela imersão, deixe um recado. Podemos marcar uma apresentação completa para você!

 

Esmaltemania

Publicado em 09.03.12 | por

Você deve estar acompanhando, ou pelos jornais ou pelo carrinho da sua manicure: há uma revolução em curso no mundo dos esmaltes. Tudo começou quando a Chanel lançou o Particulière. Desde então, mulheres de todas as idades andam por aí se divertindo com cores vibrantes e até tons metalizados.

As adolescentes, claro, também estão nessa. E também “como sempre”, seu comportamento é bem diferente da mulher adulta. Para a garota, esmalte é acessório. “Ela troca de esmalte como troca de brinco”, comentou a Rafa Siqueira, editora de Beleza da CAPRICHO. E a Rafa explica que as meninas se divertem muito com esmalte porque, ao contrário da maquiagem, ninguém paga mico ao usar esmalte azul – já batom azul fica bom só na Katy Perry.

Em uma pesquisa com 9 mil garotas de 12 a 18 anos no site da CAPRICHO, descobrimos que:

. As meninas fazem a unha em casa (57%). As mães, na manicure.

. Elas trocam de esmalte mais de uma vez por semana (45,6%). Para combinar com a roupa ou com o humor.

. Elas são democráticas quando o assunto é cor: vermelhos, pinks e laranjas são os tons preferidos (43%), seguidos dos clarinhos (25%) e dos escuros como preto, cinza e marrom (21%).

. As texturas estão em alta! Holográficos, flocados, com glitter e craquelados estão no coração desta garota: 40% delas usa regularmente.

. Na hora de comprar, o que importa mesmo é a cor. O preço médio vai até R$ 5 (para 71%), mas 14% delas aceitam pagar mais caro de vez em quando.

. A compra de esmaltes é frenética: 51% compra esmaltes a cada duas semanas.

. Esmalte é tão divertido e necessário que virou item de coleção. A maior parte das meninas tem mais de 20 potinhos em casa!

nova coleção Play de esmaltes da CAPRICHO

Em Abril, chegam às lojas os esmaltes da CAPRICHO. São quatro coleções com 5 esmaltes cada, além de óleo secante e a base com brilho. Cada linha tem embalagem com tampa exclusiva (e colecionável!) e os nomes do esmaltes vieram do universo adolescente (o dourado cromado, homenagem a um dos memes mais adorados de 2011, se chama Ryca!).

Quem pretende falar com o público adolescente precisa entender que até febres universais chegam a este público com temperatura diferente. Ainda mais quente, intenso e divertido. Sempre!

Um beijo,

Giu

Ps. Conheça a coleção completa dos esmaltes CAPRICHO!

Felicidade futura

Publicado em 09.03.12 | por

Somos, pelo quarto ano consecutivo, o país campeão em felicidade do mundo. A pesquisa da FGV com base em dados do Gallup World Poll em 158 países coloca o Brasil no grau 8,6 em uma avaliação que vai de zero a dez.  Entre os brasileiros felizes, mais felizes ainda estão as brasileiras, que superam as notas dos homens em nível de satisfação. O que a pesquisa mede, na verdade, é o otimismo da população em relação ao futuro próximo, 2015. Há mesmo o que comemorar até aqui: índices crescentes de escolaridade feminina em todos os níveis (somos 60% dos graduados em ensino superior no país e já superamos os homens em mestrados e doutorados), aumento de renda e oportunidades no mercado de trabalho. Mas é preciso olhar mais atentamente para esse futuro no qual depositamos tanta esperança. Temos menos filhos e cada vez mais tarde. Nosso índice de fecundidade de 1,86 fica abaixo das taxas de reposição. Em 2030, o otimista e feliz Brasil começa a diminuir sua população. Em 2040 seremos uma nação de idosos, semelhante a países como o Japão (com a diferença de que eles envelheceram ricos e nós ainda em desenvolvimento). Temos que aprender a envelhecer bem para não deixarmos nossa felicidade, esperança e otimismo murcharem no culto à eterna juventude.

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