Neovício

Publicado em 02.12.12 | por

 

O Movimento Pensou Mulher Pensou Abril já abordou o F.O.M.O. e a nomofobia e destaca o desejo de uma vida menos virtual por meio da tendência Olho no Olho, que sugere a desconexão total da tecnologia. Radical? Sim. Em tempos contemporâneos, a tecnologia parece essencial para tudo. Não é e em excesso faz mal, causa dependência, e patologias como as citadas aqui acima.  A revista Lola de outubro, abordou o assunto da nomofobia, na matéria “Fora de área” , de Cristina Nabuco, com ilustrações de Alex Gross.

Ali, está explicado que “um nomofóbico clássico tem dificuldade de conter os arroubos de  fazer uma ligação, mandar um torpedo, navegar na rede. Fica abrindo e fechando o aparelho o tempo todo. Pode jurar que ele estava tocando ou vibrando, aí corre para atender e percebe que foi imaginação”. É o seu caso? Então é bom ficar atento. A matéria indica o livro iDisorder, do psicólogo americano Larry Rossen, que aborda os transtornos causados e potencializados pelo uso excessivo de iPhones e afins.  E reporta que “três em cada dez mulheres abririam mão da vida íntima (sexual) pelo smartphone, conforme pesquisa global da Ipsos com 19 271 adultos de 25 países”. Grave.

É bom ficar de olho em seus hábitos. E – quem sabe- experimetar um detox digital. Para saber mais sobre a dieta, clique aqui. Para ganhar inspiração e coragem, clique aqui e confira o vídeo Lost memories.

Fim do homem e a guerra dos sexos

Publicado em 27.11.12 | por

 

A revista CLAUDIA do mês de novembro traz depoimento de especialistas sobre o polêmico livro The End of Men and The Rise of Women (O fim do homem e a ascensão das mulheres), ainda não publicado no Brasil, em que a americana Hanna Rosin defende que, após séculos de dominação masculina, o poder será das mulheres. Ela usa como base as conquistas femininas no mercado de trabalho norte-americano após a crise de 2008, um cenário bem diferente do Brasil.

Luiz Cuschnir (psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital das Clínicas de São Paulo, pioneiro nos estudos de gênero no Brasil) não crê no fim do poderio masculino. Mas destaca para a jornalista Maria Laura Neves, na revista Claudia, que por causa da ascensão feminina “ (…)há uma crise da masculinidade que começou há anos e ainda não foi resolvida (…)”. Marl Justad, diretor da Associação Americana de Estudos do Homem esquentou o debate nas páginas de Claudia dizendo que “ (…) o machismo se baseia na noção de superioridade inata do homem e nas diferenças absolutas entre os gêneros, que nunca foram comprovadas. Sugerir uma nova era em que o poder e as regras serão invertidos é se basear nas mesmas premissas do machismo (…)”.

Nina Madsen, antropóloga e integrante do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), por sua vez, acredita que a vida do homem não foi alterada com a ascensão profissional feminina no Brasil. E destaca que “(…) ainda ganhamos 70% do salário deles. Além disso, nossa ocupação do mercado de trabalho não levou a alterações na divisão das responsabilidades em casa e dos serviços domésticos. Isso continua em nossas mãos (…)” .

O mesmo é comprovado pelo estudo Conte Com Elas do Movimento Habla, que também apresenta a carga horária de trabalho doméstico por gênero e o gender gap do mercado profissional do Brasil. Pesquisa da Catho On line mostra que altos cargos são raramente de mulheres no país.

O fim do homem é desnecessário e longe da realidade, como afirmam os especialistas consultados pela ótima reportagem da Claudia (nas bancas). O livro de Hanna Rosin esquentou a discussão sobre o gender gap, tem valia e pode servir de incentivo para que em breve as coisas se equiparem no mercado de trabalho e a era masculina acabe, para dar início a era da capacidade e não dos gêneros. Só assim a tendência Genderless ficará completa.

Helen que era mulher de verdade

Publicado em 16.08.12 | por

Foto: Reprodução

 

Fun Fearless Female (em uma tradução livre, “Mulher divertida e destemida”), o slogan da revista americana COSMOPOLITAN (“mãe” da Revista NOVA) define com precisão a sua fundadora, Helen Gurley Brown, que faleceu na última terça-feira (14/8) aos 90 anos em Nova York. Na verdade, Helen era bem mais que isso. Uma mulher à frente de seu tempo. Ousada e inteligente, foi responsável por um divisor de águas não só no mundo do jornalismo, mas também na sociedade moderna. Feminista na prática, mudou a vida de milhares leitoras no mundo todo ao discutir abertamente sobre os mais distintos dilemas da mulher contemporânea, que buscavam identidade, autoconfiança, liberdade.

Sua carreira começou respondendo dúvidas sobre saúde, carreira, relacionamentos e sexo para um pequeno jornal. As questões tomavam quase todo seu tempo livre, e Helen seguiu o conselho do marido e decidiu transformar aquela seção em livro. E assim nasceu o best-seller Sex and the Single Girl (Sexo e a Garota Solteira, sem tradução no Brasil), que virou, em 1964, um filme estrelado por Natalie Wood, Lauren Bacall e Tony Curtis (que aqui no Brasil recebeu o estranho nome de Médica, Bonita e Solteira).

O livro também serviu de inspiração para a criação da revista COSMOPOLITAN, em que Helen foi editora-chefe de 1965 a 1997. Graças ao seu trabalho, a publicação se tornou um fenômeno mundial, que vende cerca de 3 milhões de exemplares por mês só nos Estados Unidos. Hoje, a rede de revistas está em 65 países e tem um número estimado de 100 milhões de leitoras.

Helen Brown deixou inúmeras lições – que nós, mulheres de NOVA, adotamos com orgulho. Mas a principal delas. “Sim. Você pode. Tudo!”

 

100 rooms

Publicado em 11.04.12 | por

Quando você achar que sabe o que a sua leitora pensa, jogue tudo fora – ela já mudou.

A frase apareceu em uma divertida lista do que você precisa saber antes de trabalhar na CAPRICHO, escrita pela então Diretora Criativa da marca e amiga querida, Adriana Yoshida.

Por sugestão da Dri, a redação da CAPRICHO foi visitar 100 quartos de garotas brasileiras entre 13 e 17 anos: abrimos armários, bagunçamos gavetas, fotografamos tudo e conversamos muito. Por que este ou aquele produto? Quais são as regras deste espaço? Qual o seu objeto preferido, sua paixão?

As descobertas foram surpreendentes! Veja algumas delas.

. Rosa e roxo ainda são cores obrigatórias nesse ambiente. Em alguns momentos as garotas se comportam como adultas, mas ainda estão ligadas ao universo romântico e infantil da pré-adolescência. O equilíbrio entre os dois mundos é a marca deste momento.

. O antigo cantinho de estudos deu espaço a um escritório teen! Tem bancada, cadeira com grife e aparato eletrônico de primeira: laptops, netbooks, iMacs e smartphones. Se não estão sobre a bancada, estão no topo da lista de desejos desta garota.

. A maquiagem e os esmaltes são a paixão do momento. Kits completíssimos (com primer, pincéis e coleções de mais 50 esmaltes) são normais no quarto de uma garota de 13 anos. E não, ela não divide a maquiagem com a mãe: tem sua própria paleta.

. Cada menina tem pelo menos dois desodorantes: um supertech e forte (para a educação física) e outro pop, cheirosinho, colorido (para levar na bolsa). Não há como atendê-la com um só produto!

. O guarda-roupa dela é dividido em “dia” e “noite”. Diferente da mulher adulta, que aprende a montar looks flex, as meninas são molecas de dia e sobem no salto de noite. Quem entender essa dualidade ganha pontos com essa garota.

Entender o seu consumidor (ou o seu leitor, o nosso caso) é obrigação bem óbvia. Difícil mesmo é o exercício constante de despedaçar certezas e partir para novas.

Um beijo,

Giu

Ps. 100 rooms é um projeto que CAPRICHO pode dividir com quem também pesquisa e produz para o universo teen. Se você se interessou pela imersão, deixe um recado. Podemos marcar uma apresentação completa para você!

 

Esmaltemania

Publicado em 09.03.12 | por

Você deve estar acompanhando, ou pelos jornais ou pelo carrinho da sua manicure: há uma revolução em curso no mundo dos esmaltes. Tudo começou quando a Chanel lançou o Particulière. Desde então, mulheres de todas as idades andam por aí se divertindo com cores vibrantes e até tons metalizados.

As adolescentes, claro, também estão nessa. E também “como sempre”, seu comportamento é bem diferente da mulher adulta. Para a garota, esmalte é acessório. “Ela troca de esmalte como troca de brinco”, comentou a Rafa Siqueira, editora de Beleza da CAPRICHO. E a Rafa explica que as meninas se divertem muito com esmalte porque, ao contrário da maquiagem, ninguém paga mico ao usar esmalte azul – já batom azul fica bom só na Katy Perry.

Em uma pesquisa com 9 mil garotas de 12 a 18 anos no site da CAPRICHO, descobrimos que:

. As meninas fazem a unha em casa (57%). As mães, na manicure.

. Elas trocam de esmalte mais de uma vez por semana (45,6%). Para combinar com a roupa ou com o humor.

. Elas são democráticas quando o assunto é cor: vermelhos, pinks e laranjas são os tons preferidos (43%), seguidos dos clarinhos (25%) e dos escuros como preto, cinza e marrom (21%).

. As texturas estão em alta! Holográficos, flocados, com glitter e craquelados estão no coração desta garota: 40% delas usa regularmente.

. Na hora de comprar, o que importa mesmo é a cor. O preço médio vai até R$ 5 (para 71%), mas 14% delas aceitam pagar mais caro de vez em quando.

. A compra de esmaltes é frenética: 51% compra esmaltes a cada duas semanas.

. Esmalte é tão divertido e necessário que virou item de coleção. A maior parte das meninas tem mais de 20 potinhos em casa!

nova coleção Play de esmaltes da CAPRICHO

Em Abril, chegam às lojas os esmaltes da CAPRICHO. São quatro coleções com 5 esmaltes cada, além de óleo secante e a base com brilho. Cada linha tem embalagem com tampa exclusiva (e colecionável!) e os nomes do esmaltes vieram do universo adolescente (o dourado cromado, homenagem a um dos memes mais adorados de 2011, se chama Ryca!).

Quem pretende falar com o público adolescente precisa entender que até febres universais chegam a este público com temperatura diferente. Ainda mais quente, intenso e divertido. Sempre!

Um beijo,

Giu

Ps. Conheça a coleção completa dos esmaltes CAPRICHO!

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