Fim do homem e a guerra dos sexos

Publicado em 27.11.12 | por

 

A revista CLAUDIA do mês de novembro traz depoimento de especialistas sobre o polêmico livro The End of Men and The Rise of Women (O fim do homem e a ascensão das mulheres), ainda não publicado no Brasil, em que a americana Hanna Rosin defende que, após séculos de dominação masculina, o poder será das mulheres. Ela usa como base as conquistas femininas no mercado de trabalho norte-americano após a crise de 2008, um cenário bem diferente do Brasil.

Luiz Cuschnir (psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital das Clínicas de São Paulo, pioneiro nos estudos de gênero no Brasil) não crê no fim do poderio masculino. Mas destaca para a jornalista Maria Laura Neves, na revista Claudia, que por causa da ascensão feminina “ (…)há uma crise da masculinidade que começou há anos e ainda não foi resolvida (…)”. Marl Justad, diretor da Associação Americana de Estudos do Homem esquentou o debate nas páginas de Claudia dizendo que “ (…) o machismo se baseia na noção de superioridade inata do homem e nas diferenças absolutas entre os gêneros, que nunca foram comprovadas. Sugerir uma nova era em que o poder e as regras serão invertidos é se basear nas mesmas premissas do machismo (…)”.

Nina Madsen, antropóloga e integrante do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), por sua vez, acredita que a vida do homem não foi alterada com a ascensão profissional feminina no Brasil. E destaca que “(…) ainda ganhamos 70% do salário deles. Além disso, nossa ocupação do mercado de trabalho não levou a alterações na divisão das responsabilidades em casa e dos serviços domésticos. Isso continua em nossas mãos (…)” .

O mesmo é comprovado pelo estudo Conte Com Elas do Movimento Habla, que também apresenta a carga horária de trabalho doméstico por gênero e o gender gap do mercado profissional do Brasil. Pesquisa da Catho On line mostra que altos cargos são raramente de mulheres no país.

O fim do homem é desnecessário e longe da realidade, como afirmam os especialistas consultados pela ótima reportagem da Claudia (nas bancas). O livro de Hanna Rosin esquentou a discussão sobre o gender gap, tem valia e pode servir de incentivo para que em breve as coisas se equiparem no mercado de trabalho e a era masculina acabe, para dar início a era da capacidade e não dos gêneros. Só assim a tendência Genderless ficará completa.

A internet muda nossa personalidade (para pior)

Publicado em 22.05.12 | por

Publicamos uma matéria na revista NOVA que mostra como a internet está mudando a personalidade das pessoas – para pior. Na verdade, o que os estudiosos do tema dizem é que o anonimato garantido pela web está apenas dando um empurrãozinho para que liberemos traços de personalidade negativos que já estavam ali, escondidos. Um dos especialistas que captou essa tendência foi o psicólogo americano Elias Aboujaoud, autor do recém-lançado Virtually You: The Dangerous Powers Of The e-Personality (virtualmente você: os perigosos poderes da e-personalidade). Ele conta como a rede dá vazão a esses traços de personalidade que, sem ela, provavelmente não se manifestariam. E como eles se incorporam ao nosso eu off-line. Teclando em casa, no escritório ou em qualquer outro lugar que não possa ser vista, a pessoa parece esquecer que faz parte do mundo real, onde todos os atos têm implicações. Baseadas no livro e em conversas com estudiosos do tema, listamos os principais perigos de deixar o “eu virtual” contaminar o real:

1)      Fazer compras compulsivamente: Usar o cartão de crédito para fazer compras online é como brincar de banco imobiliário. Você não precisa desembolsar nada na hora, basta digitar o número do cartão e pronto.

2)      Tornar-se narcisista: Aboujaoud diz que o narcisista sempre se sentiu perfeito, mas a internet dá a ele a oportunidade de deixar isso transparecer ainda mais (falar de si próprio o tempo todo nas redes sociais: o que fez o que comeu, onde esteve etc.).

3)      Perder a noção do que é privado: Algumas pessoas – talvez até reservadas na vida privada – perdem totalmente a noção de privacidade e fazem das suas redes sociais um livro escancarado. (Quem já não viu uma amiga com um biquíni escandaloso no Facebook, ou a secretária do outro departamento em uma foto sexy demais no Skype?).

4)      Ser grosseiro, intolerante e preconceituoso: Um exemplo recente foi a repercussão nas redes sociais da notícia sobre o câncer do ex-presidente Lula. Antes mesmo que os médicos pudessem decidir qual seria o tratamento, começaram a pipocar no Facebook e no Twitter comentários desagradáveis. Iam desde o mais leve “quero ver agora se tratar no SUS” até alguns impublicáveis.

Os três primeiros itens são os que mais se refletem na vida da nossa leitora (na verdade, no das mulheres em geral): o consumismo, que ganha proporções ainda maiores com as compras online, e o narcisismo e falta de privacidade no Facebook e nas redes sociais. O resultado na vida real são conta bancária falida e problemas na vida pessoal e profissional por conta da exposição exagerada nas redes sociais.

100 rooms

Publicado em 11.04.12 | por

Quando você achar que sabe o que a sua leitora pensa, jogue tudo fora – ela já mudou.

A frase apareceu em uma divertida lista do que você precisa saber antes de trabalhar na CAPRICHO, escrita pela então Diretora Criativa da marca e amiga querida, Adriana Yoshida.

Por sugestão da Dri, a redação da CAPRICHO foi visitar 100 quartos de garotas brasileiras entre 13 e 17 anos: abrimos armários, bagunçamos gavetas, fotografamos tudo e conversamos muito. Por que este ou aquele produto? Quais são as regras deste espaço? Qual o seu objeto preferido, sua paixão?

As descobertas foram surpreendentes! Veja algumas delas.

. Rosa e roxo ainda são cores obrigatórias nesse ambiente. Em alguns momentos as garotas se comportam como adultas, mas ainda estão ligadas ao universo romântico e infantil da pré-adolescência. O equilíbrio entre os dois mundos é a marca deste momento.

. O antigo cantinho de estudos deu espaço a um escritório teen! Tem bancada, cadeira com grife e aparato eletrônico de primeira: laptops, netbooks, iMacs e smartphones. Se não estão sobre a bancada, estão no topo da lista de desejos desta garota.

. A maquiagem e os esmaltes são a paixão do momento. Kits completíssimos (com primer, pincéis e coleções de mais 50 esmaltes) são normais no quarto de uma garota de 13 anos. E não, ela não divide a maquiagem com a mãe: tem sua própria paleta.

. Cada menina tem pelo menos dois desodorantes: um supertech e forte (para a educação física) e outro pop, cheirosinho, colorido (para levar na bolsa). Não há como atendê-la com um só produto!

. O guarda-roupa dela é dividido em “dia” e “noite”. Diferente da mulher adulta, que aprende a montar looks flex, as meninas são molecas de dia e sobem no salto de noite. Quem entender essa dualidade ganha pontos com essa garota.

Entender o seu consumidor (ou o seu leitor, o nosso caso) é obrigação bem óbvia. Difícil mesmo é o exercício constante de despedaçar certezas e partir para novas.

Um beijo,

Giu

Ps. 100 rooms é um projeto que CAPRICHO pode dividir com quem também pesquisa e produz para o universo teen. Se você se interessou pela imersão, deixe um recado. Podemos marcar uma apresentação completa para você!

 

A ciência e a sabedoria oriental em sintonia para decifrar os segredos do corpo e da mente

Publicado em 19.03.12 | por

Bons tempos em que os homens eram os campeões dos males decorrentes da vida moderna. Estresse, enfarte, entre tantos outros, não faziam parte do nosso universo de preocupações. Infelizmente, esse cenário mudou e as mulheres agora competem lado a lado nesse terreno. Segundo uma pesquisa da American Psychological Association, quase o dobro das mulheres são afetadas pela depressão e a ansiedade. O resultado? Insônia, cansaço, irritação e por aí afora.

Elas também são campeãs no uso de remédios controlados para driblar esses sintomas. O bacana é que a cada dia mais mulheres ao redor do planeta estão deixando essas “muletas emocionais” de lado e tornando-se adeptas das terapias complementares como ioga, meditação, acupuntura e por aí afora. Num primeiro momento, isso não parece novo, afinal essas técnicas são usadas há milhares de ano. Mas, se antes elas eram restritas a um universo mais alternativo, hoje elas ganham cada vez mais espaço e apoio de renomados cientistas do mundo inteiro, fascinados com o bem que essas práticas podem trazer para o corpo e a alma.

Para se ter uma ideia do alcance da discussão, em sua visita ao Brasil no ano passado, o Dalai Lama reuniu-se com pesquisadores brasileiros e estrangeiros de instituições de ponta para discutir o tema “estados de consciência e os conhecimentos a cerca das práticas contemplativas, como a meditação, e seus efeitos no cérebro”. O simpósio marcava o segundo encontro dessa natureza no Brasil – o primeiro, em 2006, versou sobre Ciência e Espiritualidade -, replicando outros tantos que Sua Santidade vem realizando desde 1987 em vários pontos do planeta, para discutir as pontes entre os conhecimentos tradicionais e os científicos, sob a organização do Mind and Life Institute (instituto da mente e da vida).

Esmaltemania

Publicado em 09.03.12 | por

Você deve estar acompanhando, ou pelos jornais ou pelo carrinho da sua manicure: há uma revolução em curso no mundo dos esmaltes. Tudo começou quando a Chanel lançou o Particulière. Desde então, mulheres de todas as idades andam por aí se divertindo com cores vibrantes e até tons metalizados.

As adolescentes, claro, também estão nessa. E também “como sempre”, seu comportamento é bem diferente da mulher adulta. Para a garota, esmalte é acessório. “Ela troca de esmalte como troca de brinco”, comentou a Rafa Siqueira, editora de Beleza da CAPRICHO. E a Rafa explica que as meninas se divertem muito com esmalte porque, ao contrário da maquiagem, ninguém paga mico ao usar esmalte azul – já batom azul fica bom só na Katy Perry.

Em uma pesquisa com 9 mil garotas de 12 a 18 anos no site da CAPRICHO, descobrimos que:

. As meninas fazem a unha em casa (57%). As mães, na manicure.

. Elas trocam de esmalte mais de uma vez por semana (45,6%). Para combinar com a roupa ou com o humor.

. Elas são democráticas quando o assunto é cor: vermelhos, pinks e laranjas são os tons preferidos (43%), seguidos dos clarinhos (25%) e dos escuros como preto, cinza e marrom (21%).

. As texturas estão em alta! Holográficos, flocados, com glitter e craquelados estão no coração desta garota: 40% delas usa regularmente.

. Na hora de comprar, o que importa mesmo é a cor. O preço médio vai até R$ 5 (para 71%), mas 14% delas aceitam pagar mais caro de vez em quando.

. A compra de esmaltes é frenética: 51% compra esmaltes a cada duas semanas.

. Esmalte é tão divertido e necessário que virou item de coleção. A maior parte das meninas tem mais de 20 potinhos em casa!

nova coleção Play de esmaltes da CAPRICHO

Em Abril, chegam às lojas os esmaltes da CAPRICHO. São quatro coleções com 5 esmaltes cada, além de óleo secante e a base com brilho. Cada linha tem embalagem com tampa exclusiva (e colecionável!) e os nomes do esmaltes vieram do universo adolescente (o dourado cromado, homenagem a um dos memes mais adorados de 2011, se chama Ryca!).

Quem pretende falar com o público adolescente precisa entender que até febres universais chegam a este público com temperatura diferente. Ainda mais quente, intenso e divertido. Sempre!

Um beijo,

Giu

Ps. Conheça a coleção completa dos esmaltes CAPRICHO!

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