As mulheres começam a se preocupar com o seu nível de sanidade e vão levantar uma bandeira vermelha contra o abuso digital, promovendo momentos de blackout.
Imersas em um universo cada vez mais cheio de telas (celular, TV, computador, games, entre outros), elas vão buscar o equilíbrio entre o convívio das telas e o mundo real.
Depois dos hotéis, os restaurantes oferecem descontos para quem ficar desconectado de smartphones e tablets enquanto estiver em seus domínios. O pioneiro é o Eva Restaurant, em Los Angeles, que dá 5% de desconto aos clientes que deixarem seus smarts e tablets com a hostess e só o retirarem na saída. Financeiramente, para o cliente, o abatimento não chega a ser a maior vantagem do mundo. E segundo o chef da casa, Mark Gold, é essa mesmo a intenção: "O ganho maior é em qualidade, em relaxar e apreciar a comida, e poder conversar com dedicação com quem divide a mesa com você. A casa segue a filosofia da home food e tecnologia na mesa não combina com a nossa proposta", diz ele, que sabe que a iniciativa breca a publicidade espontânea feita pelos clientes via Facebook, Instagram, Pinterest, Path, Twitter e mais. É que sem seus smarts na mão, os clientes não podem clicar e postar imagens dos pratos que saboreiam no Eva. Mas o chef nem liga. Falando em refeições zero tech, você já ouviu falar do Phone Stacking?
Marketing viral analógico, baby. O TED convidou cabeleireiros e taxistas (the city most remarkable speakers) para participar do evento TEDxBuenos Aires, e assim espalhou mais e mais ideias pela cidade. Vale assistir os vídeos TEDx Taxidrivers e TEDx Hairdressers e comprovar a eficácia deste viral offline, que segundo o TED aproxima os habitantes da América Latina das grandes ideias.
A foto vazia desta nota não é um erro de edição. Foi uma escolha para ilustrar o Clube do Nadismo, fundado, depois de uma crise de stress, em 2006, pelo designer Marcelo Bohrer. Desde então, mensalmente os sócios do clube se encontram em praças de grandes capitais do mundo para não fazer nada, e relaxar. Segundo o site oficial do movimento, o nadismo é “se dar conta de que é importante parar. É perceber que as pausas são vitais para a nossa saúde e que todos devem ter o direito de ficar sem fazer nada de vez em quando”. Pois, sim, uma ode ao blackout. O próximo encontro dos nadistas será no dia 3 de setembro, no parque DMAE , em Porto Alegre. Para participar, acesse o site e torne-se sócio. Antes, passe aqui e faça um aquecimento ficando um minuto sem fazer nada. Será que você consegue?
O site Do nothing for 2 minutes propõe um tremendo desafio aos usuários: ficar dois minutos sem tocar no mouse ou no teclado. Parece impossível para quem está constantemente conectado e correndo contra o relógio. Para ajudar na tarefa, a imagem da tela é um pôr do sol no oceano e o som, o barulhinho das ondas se quebrando. Um contador denuncia os impacientes, que recebem uma mensagem “fail”e precisam começar tudo de novo.
Ao se dar conta do quanto era dependente de tecnologia, o jornalista Daniel Sieberg, de Nova York, traçou um plano de “desintoxicação”. Dessa experiência surgiu o livro “The Digital Diet: a four step plan to break your tech addiction and regain balance in your life” - uma mistura de autoajuda e relato pessoal. Com dicas nada extremistas para serem seguidas durante 28 dias, ele promete trazer o meio termo para o dia a dia de pessoas dependentes de apps e gadgets. Um dos exercícios propostos é passar um dia inteiro sem usar o Google Maps ou o GPS. Outro: fazer um concurso onde quem ganha é a pessoa que conseguir mandar menos mensagens ao longo de um mês.
O Facepark é uma ação da campanha “Be Stupid” (Seja Idiota), da marca italiana Diesel, e adapta os conceitos do mundo virtual para a vida real. Sob o argumento de que "os idiotas preferem o parque à web", o movimento sugere que usuários das redes sociais passem um dia interagindo pessoalmente com seus amigos em um parque. Shows e mostras de arte estão na programação do evento fora das telas. O video acima mostra cenas de um desses encontros, na Alemanha. Preste atenção nos detalhes das alegorias de Facebook vestidas pela turma.
A DTAC, empresa tailandesa de telefonia, criou a campanha “Desconecte-se para se conectar”, em tradução livre, que convida a população a desligar o smartphone para se conectar com a vida real. O vídeo da campanha é sucesso na web.
Anualmente, os ativistas internacionais AdBusters convidam a população a refletir sobre o impacto da tecnologia na vida moderna. Trata-se da Semana da Desintoxicação Digital, uma evolução da TV Turnoff Week, que traz uma ideia simples: afastar-se da TV, DVD, iPod, X-Box, laptop, iPad e similares durante sete dias, cada um em seu canto. A mais recente Digital Detox Week foi no último mês de abril.
Para entender de que maneira os jovens se comunicam via celular, a LG Mobile Phones conduziu um estudo nos Estados Unidos com adolescentes entre 13 e 17 anos, e também ouviu os pais. Os resultados surpreenderam a marca: a cada 14 minutos uma mensagem de texto é enviada pelos adolescentes; 45% admitiram mandar sms enquanto dirigem, mas apenas 4% dos pais acreditam que isso seja possível; 43% disseram já ter enviado mensagens agressivas com o intuito de ofender alguém, mas somente 10% dos pais assumiram que seus filhos possam ter feito tal coisa; 41% dos jovens confessaram já ter enviado, recebido ou reencaminhado conteúdo (mensagem de texto, foto ou vídeo) de teor sexual, entre os pais, 11% concordaram com essa possibilidade. Gerir o uso do celular pelos jovens é uma realidade que a sociedade atual precisa enfrentar, acreditam especialistas. Para ajudar os adultos a lidarem com a questão, a empresa desenvolveu um programa chamado LG Text Education. No site, há vídeos protagonizados pela atriz Jane Lynch que faz o papel de uma ex-viciada em enviar mensagens de texto via celular e que, hoje, ensina pais de adolescentes a encararem a compulsão de seus filhos. Também está disponível uma série de documentos com orientações de profissionais renomados.
“Meus filhos não usavam a mídia eletrônica, eles habitavam a mídia eletrônica.” Tal constatação levou a escritora australiana Susan Maushart a tomar uma atitude radical: convencer sua família a passar um semestre inteiro “desplugada”. Seus três filhos foram autorizados a usar o computador apenas na faculdade, dentro de casa, não. O resultado foi positivo: eles aprenderam a fazer uma coisa de cada vez, saindo-se melhor nos estudos, e as relações com os amigos tornaram-se mais reais. Susan destrincha essas experiência no livro The Winter of Our Disconnect, ainda inédito no Brasil.
Em português: meu telefone está desligado para você. Esse é o nome de uma campanha que pretende reacender o romantismo e o respeito das relações por meio de vários artigos criados pela designer americana Ingrid Zweifel. São produtos desenvolvidos em materiais inteligentes que bloqueiam o sinal do celular. A intenção explícita é a de impedir que as pessoas usem seus celulares em determinados momentos, estimulando à interação com as pessoas que as cercam. Uma das novidades é um guardanapo (foto) que ao guardar o smartphone impede que sua dona (ou dono) aliene-se com o aparelho deixando de dar atenção ao que acontece durante as refeições. Bottons, adesivo e cartões são outros suvenires que compõem o movimento My phone is off for you.
A marca 284 desenvolveu a camiseta acima . A frase “A vida era mais simples quando Apple e Blackberry eram apenas frutas” faz parte de uma brincadeira desabafo que circula pela internet e ironicamente batiza comunidades em redes sociais. Luciana Tranchesi, dona da marca 284, diz que é adepta do Blackout – períodos off line – se está fora de São Paulo. “Quando viajo me desligo 100% dos e-mails, não levo computador e meu blackberry fica on só para bbm e ligação. A tecnologia ajuda muito no dia a dia, mas também te obriga acompanhar tudo o que está acontecendo e a ficar em contato constante com as pessoas. É bom desligar de vez em quando”, diz Luciana.