As mulheres quebram a inércia do consumo e passam a dar significado a tudo o que compram. Começando sempre com um questionamento de se determinada coisa é necessária, elas praticam o consumo de acordo com os valores que as movem. Assim como suas crenças, elas querem saber de onde vem e para onde vai o que compram e, nesse contexto, enxergam o dinheiro como uma energia de troca na nossa sociedade contemporânea.
Movidas por um alto nível de consciência, as mulheres não conseguem mais deixar de lado os seus valores também na hora de consumir. A necessidade ou desejo de consumir que permeia todos os seus pontos de contato social e faz girar a nossa economia, começa a ter uma nova engrenagem de valor. Para elas, é preciso crer para ter.
O lema “Você é o que você consome” ganha força e novo valor entre a geração Y. Sai de cena a compra por status e ganha destaque a compra por mudança. A agência americana Intelligence Group entrevistou 900 pessoas com idades entre 14 e 34 anos, e mais da metade delas acredita que é essencial pesquisar e se informar sobre as procedências e filosofia de produção de marcas e produtos antes de fazer qualquer compra. Mais de dois terços dos entrevistados acredita que o consumo consciente pode transformar o mundo e que cada um deles pode fazer a grande diferença nessa revolução. Para eles, muitos “eus” tornam possível a wevolution. Para saber mais sobre o termo, clique aqui.
O escambo não é prática assim tão nova no universo feminino. São muitas as mulheres que trocam roupas e peças com as amigas ao invés de comprar novas peças, ter mais gastos e gerar mais poluição. As feiras de Swap são populares nos países do Reino Unido desde 2007. Mas vem dos Estados Unidos a primeira “máquina de escambo”. Diferente das vending machines tradicionais, a Swap-O-Matic, desenvolvida pela designer americana Lisa Fenequito, funciona na base da troca: para conseguir um objeto que está dentro da máquina é preciso depositar outro, que já não utiliza mais. A ideia é incentivar a cultura do escambo. Para utilizar a Swap-O-Matic, basta increver nome e e-mail na máquina. Por enquanto, há apenas uma unidade dela em funcionamento, instalada em uma sorveteria do Brooklyn, em Nova York. Mas a ideia é levar a máquina para diferentes lugares, de acordo com a demanda enviada para o site swap-o-matic.com. Para ver como a Swap-O- Matic funciona, clique aqui.
Os protestos e boicote de consumidoras contra marcas que usam peles de animais em seus produtos, já não é problema apenas de empresas estrangeiras. No Brasil, esse tipo de manifesto é cada vez mais comum.