Genderless

 

what

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As diferenças sociais, visuais e atitudinais se fundem na medida em que ambos os sexos ocupam papéis igualmente relevantes no mercado de trabalho e na sociedade. As mulheres assumem características mais viris e agressivas, os homens se tornam mais afetivos e menos preocupados com o escudo do macho alfa.

 

why

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Na busca natural por igualdade, os dois gêneros aparecem como protagonistas na gestão da casa e também assumem a mesma postura no trabalho e no dia a dia. É natural que se tornem fisica e atitudinalmente mais semelhantes.

 

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Suécia Genderless

Toy
Foto: Divulgação

A matéria Educados no Sexo Neutro da revista VEJA (de 19 de dezembro de 2012) aborda a tendência genderless na Suécia, e destaca, entre outras coisas, os catálogos das lojas de brinquedo ToysRus e BR Toys, que apresentam meninas brincando de carrinho e meninos de casinha, entre outras fotos ilustrativas genderless. Segundo a matéria da revista VEJA, as publicidades foram feitas sob orientação da Swedish Advertising Ombudsman, órgão que regula a propaganda no país, para atender o desejo de consumidores por anúncios menos conservadores e sexistas. Vale lembrar que na Suécia, a proposta do sexo neutro ou da tendência genderless é aplicada em uma escola pública em que as crianças são chamadas pelo pronome neutro hen, ao invés do equivalente aos pronomes ele e ela.

Tal filho, tal pai

Pai
Foto: Divulgação

Nils Pickert, mora numa pequena cidade da Alemanha e resolveu dar liberdade e apoiar a escolha do filho em usar saias, quebrando a barreira dos gêneros. Aqui, você lê trechos do depoimento do senhor Pickert, descrito como pai do ano na web.“Meu filho de cinco anos de idade gosta de usar vestidos. Deixar ele fazer isso é sensato ou tolo? Nem eu sei dizer ainda (...) sou um daqueles pais que estão tentando educar seus filhos de maneira igualitária. Não sou um desses pais acadêmicos, que se prende na questão do gênero do filho e o coloca em papeis pré-determinados.Eu sou assim, e agora sou, também, parte da clara minoria que luta pelo diferente. Convicção. Depois de pensar muito, só tive uma opção: para apoiar meu rapazinho, passei a usar uma saia. É claro que eu não posso esperar de uma criança a compreensão de um adulto.Isso é completamente sem precedentes(...)”. Para ler a declaração completa, clique aqui.

Brinquedo de menino feito para menina

Roominate
Foto: Divulgação

Jennifer Kessler, Alice Brooks e Bettina Chen estudavam engenharia e negócios em importantes universidades dos Estados Unidos (como Stanford e MIT), quando tiveram a ideia de criar um brinquedo para incentivar o interesse das garotas pelas ciências exatas. A vontade de oferecer uma nova brincadeira a pequenas garotas tinha um propósito: levar mais mulheres para as faculdades de engenharia, arquitetura e tecnologia. As três sentiam falta de colegas mulheres nas salas de aula dominadas pelo gênero masculino. O que , aliás, não é uma exclusividade americana: em todo o mundo os homens são maioria nesses cursos. Em um bate-papo, elas chegaram a conclusão que ao contrário dos meninos, as meninas não têm incentivo ou meios (no caso, brinquedos) de desenvolver aptidões exatas durante a infância. Pesquisaram e não encontraram nenhum jogo ou brinquedo criado exclusivamente para as meninas com o objetivo de despertar o interesse por construções, por exemplo. E, então, tiveram a ideia de desenvolver o Roominate, um kit com placas de montar, onde as meninas podem construir casas, decorá-las e inclusive desenvolver circuitos de iluminação e ventilação. O projeto foi lançado no site de captação  Kickstarter em junho de 2012, e em 5 dias captou a verba suficiente para desenvolver os produtos, vendidos pelo site Roominate Toy. Diz que há fila de espera pelos brinquedos. Ou seja: um monte de garotas têm interesse em brincar de arquiteta e engenheiras. Agora é ver se as salas de aula dos cursos de exatas terão ou não mais meninas em suas cadeiras no futuro. Para assistir ao videocampanha do Roominate, clique aqui.

Nova geração

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Foto: Getty Images

Um dos vários vídeos hit do youtube mostra a indignação de uma garotinha com a segmentação dos brinquedos para meninos e meninas. Ela quer saber por que  os brinquedos femininos são cor-de-rosa e por que só há super-heróis para meninos, enquanto existem meninos que gostam de cor de rosa e meninas que gostam de super-heróis e não só de princesas. Genderles, inteligente e, sim, muito bonitinho. Para assistir, clique aqui.

Lea linda

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Foto: /Divulgação ELLE

A modelo Lea T estrela a capa, belo editorial de moda e fala sobre amor e sexo para a edição de dezembro 2011 da revista ELLE. Lea é ícone genderless da moda atual, e se prepara para a cirurgia de mudança de sexo.  Para assistir ao vídeo com o making of das fotos para a ELLE, clique aqui.

Elas no poder

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Foto: Getty Images

A partir de 4 de novembro de 2011, filhos e filhas de monarcas terão direito iguais na linha de sucessão do trono do Reino Unido. Antes, e conforme lei de 300 anos de idade, apenas o primeiro filho homem do monarca poderia ocupar o cargo mais alto do reino.  A coroa máxima só era destinada a uma mulher quando o rei não tivesse filhos homens ( caso de George VI, pai da rainha Elizabeth II). A nova lei se aplica às futuras gerações britânicas. Um passo tardio mas, enfim, dado.

Passaporte para todos e todas

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Foto: Divulgação

Depois dos Estados Unidos, a Austrália. Em setembro de 2011, o governo australiano acrescentou a opção sexual X nos passaportes  do país para atender a necessidade de pessoas intersexuais, que não são biologicamente femininas ou masculinas. Além disso, a partir de agora, os transexuais poderão assinalar no documento o sexo escolhido por eles desde que essa opção seja validada por um médico.

Bofes e fatais

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Foto: Divulgação

Uma das imagens da campanha outono inverno 20112012 da marca Dolce & Gabbana traz mulheres em vestidos sensuais e atitude fatal caricata, e também mulheres em roupas genderless e atitude “bofe” e caricata. Qual a atitude da atual mulher poderosa  contemporânea? Depende da situação em que ela se encontra.

Tire a mão da pinça já!

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Foto: Divulgação

Sobrancelhas mais cheias ganham as passarelas (Miu Miu, Balenciaga), os rostos de tops e new faces (Freja e Daria Pleggenkuhle), e os editoriais de moda.  Sem muito design, com pelos a mais e seguindo o desenho natural, as sobrancelhas da vez foram batizadas  como “boyish” por lembrarem as pestanas masculinas. Joe Calderone, o alter ego masculino de Lady Gaga, tem belas boyish eyebrow, assim como a editora de moda Carine Roitfeld, a atriz Kate Winslet, a atriz Malu Mader e mais.

Ele ou ela?

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Foto: Kristin.a

Uma experiência genderless em uma pré-escola na Suécia pretende evitar o preconceito contra a diversidade sexual desde a tenra infância. A escola pública Egalia eliminou os pronomes femininos e masculinos em classe e criou o termo "hen"que designa ambos os sexos. Os brinquedos supostamente femininos e masculinos estão misturados (legos e blocos com utensílios e miniaturas domésticas) e a orientação pedagógica é dar aos pequenos/pequenas livre escolha.

Lady Joe

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Foto: Divulgação

Conhece Joe Calderone? Este é o nome do alter ego masculino da super star Lady Gaga. Depois de posar vestida de Joe para a versão japonesa de uma revista de moda ( em 2010), no último domingo (27/08/12), Gaga roubou a cena no Video Music Awards, premiação da MTV americana, ao aparecer como Joe no palco.  A cantora agiu com Joe durante a noite  toda, e sim, fez o maior sucesso com seu personagem genderless.

Reação

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Foto: Rafaela Tamago

No auge da tendência do masculino + feminino na moda,  a marca holandesa feminina Claudia Sträter chama atenção com o slogan “Get Crazy...dress as a woman” (numa tradução livre: Faça uma loucura...vista-se como uma mulher).  A campanha que estampa as vitrines das lojas da grife no verão europeu  endossa a força da onda genderless ao sugerir que o ato de se vestir como uma mulher fatal (com vestido e boca em vermelho) é uma transgressão contemporânea. A imagem acima foi feita em Amsterdã. 

Sem sexo

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Foto: Divulgação

Nesta SPFW, Mario Queiroz, estilista conhecido por sua expertise em moda masculina, levou também a moda feminina para sua passarela. “Adaptei para as mulheres a moda que faço para os homens.  Já tinha feito isso na minha terceira coleção, há 13 anos. Decidi por esse formato de novo porque muitas mulheres compravam minhas peças masculinas, e o consumidor é a principal inspiração de um estilista”, explica Mario. “A não barreira entre os gêneros é um assunto muito contemporâneo, pensar em feminino e masculino hoje em dia, é muito quadrado. Sempre usei tecidos considerados femininos (como os laminados) em minhas coleções masculinas, por exemplo”.

Fashion Rio: tendência

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Foto: Divulgação/ montagem

A edição verão 2012 do Fashion Rio apresentou e confirmou  muitas tendências de moda e também de comportamento. Nas passarelas, roupas de linguagem minimalista dividiram a cena com listras e estampas tropicais, unindo extremos com a liberdade da moda atual e livre de preconceitos. No cast de desfiles, a ausência de preconceitos (oba!) também ganhou destaque: tops como Carol Trentini e Izabel Goulart dividiram os flashes com os modelos Lea T (que se prepara para a operação de mudança de sexo) e Andrej Pejic, o modelo andrógino queridinho de Marc Jacobs. Lea desfilou e é garota propaganda da marca Blue Man. Andrej desfilou para a Aüslander, que fez coleção inspirada na geração Y. A dupla genderless foi a mais badalada e comentada da semana de moda carioca...

Casal ao quadrado

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Foto: sincerelyhana.com

Hana é fotógrafa do mundo e atualmente vive em Vancouver, no Canadá.  Colaboradora de diversas revistas e jornais do hemisfério norte, ela mantém um site onde apresenta seu trabalho mais autoral. Há vários projetos ali, o mais interessante é o Switcheroo, que traz fotos de casais em duas situações  sempre no seguinte formato: o primeiro clique apresenta  homem e mulher como são, o segundo mostra  um vestindo a roupa e (pode-se dizer) a personalidade do outro. Além de genderless, a linguagem mostra que a troca de estilos entre os gêneros não altera a harmonia do casal. 

Menino ou menina

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Foto: divulgação

Andrej Pejic (dir.) é um modelo nascido na Sérvia e radicado na Austrália com traços e atitude genderless. Por causa de sua estampa andrógina, ele estrela campanhas masculinas e femininas. Já desfilou para Jean Paul Gaultier, em Paris, como menina, e gravou clipe para a revista Dossier como menino rocker. Ele é queridinho do estilista Marc Jacobs, que o escolheu para estrelar a campanha da label Marc by Marc Jacobs, em que o modelo aparece em look unissex (ou melhor, genderless) ao lado de uma modelo com o  tão comentado vestido que Michelle Obama usou durante visita ao Brasil. 

Dele para ela. Dela para ele

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Foto: divulgação

O modelo masculino de calça jeans batizado como “ex-girlfriend” (foto à dir.) acaba de chegar às lojas da Levi’s do Brasil. Com modelagem extrajusta, a calça é um resposta a de estilo “boyfriend” , bem folgada, e moda entre as garotas (foto à esq.). A ideia é a de que se elas podem vestir as roupas deles ou inspiradas nas que eles usam, eles também podem vestir roupas com cortes até pouco tempo atrás considerados femininos. Nada mais justo, ou mais folgado. Depende do ponto de vista.

Mulheres fora da toca

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Foto: Divulgação

Miréia, 53 anos, entrevista do Pensou Mulher Pensou Abril (ex-Habla) expressa a confusão que paira diante das novas atitudes das mulheres.

Licença-paternidade estendida

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Foto: Reprodução

Na Inglaterra já está em vigor a lei que permite a licença-paternidade de seis meses (26 semanas). Antes de abril de 2011, quando a norma passou a valer, os pais tinham direito de se afastar do trabalho por apenas quinze dias. Com isso, as mulheres conseguem voltar à ativa mais cedo do que o habitual (no Reino Unido, a licença-maternidade pode se estender por doze meses), deixando o bebê sob os cuidados do marido. A nova lei se espelha no exemplo de outros países, como Noruega, Dinamarca e Suécia. Saiba mais no artigo publicado no jornal The Guardian e no site da BBC.

Abaixo a depilação

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Foto: Divulgação

O movimento inglês Hairy Awarey convida as mulheres a abandonarem a depilação, deixando o corpo com pelos, assim como é o dos homens. O lema é " grow it, show it and to hell with it " (ou em tradução livre: "deixe os pelos do corpo crescer e aparecer e ao inferno com o que os outros pensam"), e uma montagem com uma boneca Barbie sem depilação serviu de modelo para o pôster do primeiro encontro das adeptas. Até porque a ideia das organizadoras é incentivar a quebra dos padrões impostos pela ditadura da beleza feminina, e conquistar "direitos estéticos", por assim dizer, iguais para ambos os sexos. Certa vez, o site do movimento convocou as brasileiras: "Garotas do Brasil, vocês precisam começar sua própria campanha!" . Segundo porta-voz do movimento, o post foi motivado pelas centenas de contatos de apoio vindos aqui, dos trópicos.

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