O instinto feminino de cuidar de si, do próximo, da família e da natureza é resgatado pelas mulheres e ganha cada vez mais força e respeito, juntando-se a outros valores já conquistados por elas.
De tradicionais cuidadoras do lar, muitas mulheres passaram a provedoras. Mas, começa a acontecer um movimento de resgate dessa característica tão feminina, impulsionado pela constatação de que enfrentamos algumas situações de emergência, tanto no contexto familiar como numa escala global, que envolve a saúde do planeta. Não se trata de um abandono de sua função de provedora, mas da integração de papéis.
Conhece a marca Sarah's Bag? A label chama a atenção com bolsas artesanais feitas por ex-prostitutas e ex-detentas do mundo árabe. Resultado de um trabalho social de capacitação profissional comandado desde os anos 2000 pela designer libanesa Sarah Beydoun, uma nova cuidadora que ganha destaque na edição de fevereiro de 2012 da revista LOLA. Compre seu exemplar, conheça a história da Sarah's bag e saiba onde garantir um modelo da marca, adorada por Catherine Deneuve e mais.
Aos 33 anos, Lamis Zein se veste com o look da foto acima todos os dias para ir trabalhar. Libanesa, ela é líder de uma equipe feminina de desarmadoras de fragmentos de bombas e minas terrestres em seu país. Nas últimas quatro décadas, habitantes do Líbano tem sido vitimados por destroços explosivos deixados por múltiplas operações militares israelenses. Lamis, mãe de dois filhos ,de 7 e 4 anos, teve parte da família dizimada em um ataque à sua cidade (Bourj al Shamali) durante a Guerra de 2006, e assumiu o comando do grupo composto exclusivamente de mulheres, financiado por uma ONG norueguesa. As bombas fragmentadas são resíduos explosivos que ameaçam a vida de civis nas áreas afetadas que só se tornarão seguras nos próximos anos graças a iniciativas como a comandada por Zein. “Quando você encontra uma bomba de fragmentação você sabe que pode salvar dez vidas. E isso é uma boa motivação para ir ao trabalho”, explica ela. Precisa mais?
Leymah Gbowee, Ellen Johnson Sirleaf e Tawakkul Karman dividem Nobel da Paz 2011. Segundo Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, as três mulheres são merecedoras do prêmio por suas lutas não violentas pela segurança e direito das mulheres na conquista pela paz. Leymah Gbowee é assistente social e pacifista da Libéria, famosa por convidar as mulheres a fazerem uma greve de sexo até que seus parceiros parassem de combater na guerra civil de 2003. Ela apoia a presidente Ellen Johnson Sirleaf, candidata a reeleição, e primeira mulher a ser eleita por voto livre em um país da África. Já Tawakkul Karman é jornalista e ativista do Iêmen. Desde 2005, ela luta pelos direitos humanos e denuncia os abusos do governo de Ali Abdullah Saleh por meio da organização Mulheres Jornalistas Sem Correntes, fundada por ela. Tawakkul também coordena o Conselho dos Jovens da Revolução Árabe.
A artista plástica e poetisa carioca Mana Bernardes reaproveita garrafas PET, palitos de madeira, grampos e bolas de gude para elaborar joias e outras peças. Seu trabalho já foi tema de exposição no Chelsea Art Museum, de Nova York, e na Fundação Cartier, de Paris. Ele também figura nas ruas de comércio popular. Além de criar, Mana dedica-se a ensinar - 300 adolescentes já passaram pelo seu curso “D+ da Conta”, realizado na ONG Ser Cidadão. Outra oficina que desenvolveu foi a chamada “História da Vida Através do Objeto, História do Objeto Através da Vida”, em que cada um é estimulado a utilizar seu histórico pessoal para desenvolver arte. Dessa forma, Mana busca trilhar um caminho justo e sustentável.
Desiludida com o mundo corporativo, a publicitária irlandesa Sheena Matheiken, radicada em Nova York, lançou um desafio: usar o mesmo vestido durante 365 dias e, com isso, arrecadar fundos para a Akanksha Foundation, entidade destinada à educação de crianças carentes na Índia. Apresentando um look completamente diferente, dia sim, dia não, Sheena conseguiu chamar a atenção da mídia e arrecadar US$ 100 mil dólares em doações. Ela ainda conquistou o título “Women of the Year” pela revista ELLE. O The Uniform Project, que incentiva a reciclagem, o consumo consciente e a responsabilidade social, conta atualmente com o apoio de diversas organizações internacionais e tem despertado um novo comportamento coletivo.
Até 2018, as mulheres proprietárias de pequenas empresas serão responsáveis pela criação de mais de 5 milhões de novos empregos nos Estados Unidos. É o que aponta um relatório do The Guardian Life Small Business Research Institute. Como consequência, o estudo prevê uma gestão mais horizontal e humanizada, reflexo de uma maneira feminina de conduzir os negócios. “O ambiente de trabalho do futuro será muito menos hierárquico”, afirmou Mark Wolf, diretor da entidade. Entre as novas condutas apontadas estão: predisposição a incorporar a comunidade e o ambiente no plano de negócios; foco proativo no cliente; maior receptividade a feedbacks e mais empenho na criação de oportunidades para todos.
Kátia Najara, uma paulistana radicada em Salvador, interrompeu a carreira de vinte anos como gestora cultural para atuar como empresária de celebrações. Ela compõe ambientes para festas e eventos, dá cursos e palestras sobre gastronomia e receber bem e ensina o que sabe no blog Pitéu – Cozinha Afetiva. “Coloco o meu estilo de vida, trucões, dicas e conhecimentos na roda (acredito que nenhum conhecimento tem valor se não for compartilhado) e em troca recebo o mesmo das minhas leitoras, às vezes muito mais experientes em certos assuntos. Desta forma tecemos juntas uma grande colcha de retalhos de saberes. Além disso eu adoro ajudar e servir, inclusive literalmente. Não raro atropelo as minhas supostas prioridades para ajudar alguém a resolver suas pendengas”, disse ao Habla. “Por fim, eu adoro e preciso escrever. Sinto que quando exponho as minhas fraquezas, meus erros e defeitos, as leitoras sentem-se afagadas com as minhas ‘verdades’ num universo sempre tão perfeitinho.”
Ela agiu seguindo a velha e boa intuição feminina. Diante de uma cena dramática, pensou rápido e tomou a iniciativa. A atitude resoluta da jovem Liu Wenxiu, de 19 anos, impediu que um garoto de 16anos saltasse de um pontilhão na cidade de Shenzen, na China. Ela primeiro burlou o cerco policial e, passando-se por namorada do rapaz, aproximou-se dele, falou algumas palavras e, para surpresa de todos, deu-lhe um beijo redentor. O menino largou então a faca com que ameaçava se ferir para impedir que alguém chegasse perto e pode , enfim, ser contido. Liu seguiu seu poderoso instinto cuidador. Deu ao que poderia terminar em tragédia um comovente final feliz. Confira o vídeo.
Em sua missão de promover o consumo consciente, o Instituto Akatu almeja a criação de uma comunidade baseada no Yandê, palavra tupi que significa um “grande nós feminino”. Explica-se: “acolher e cuidar são valores femininos. É preciso que sejam apropriados pela comunidade humana mundial, no sentido de acolher as pessoas e cuidar da natureza”. Mais um reconhecimento dessas características tão preciosas e inatas às mulheres.
Andrea Duca, diretora de marketing, encontrou uma solução para ficar perto do filho mesmo quando está no trabalho. Quer saber o que Andrea faz ? Assista ao vídeo acima.
Fundado por Kris Willey, nos Estados Unidos, o WOTGG - Women of the Green Generation (Mulheres da Geração Verde) - é um grupo formado por mulheres de diversas áreas: empresárias verdes, eco-inovadoras, escritoras, jornalistas, agricultores orgânicos, profissionais de saúde e ambientalistas. Elas unem força diante da missão de inspirar, informar, motivar, compartilhar recursos e manter contato com outros indivíduos e organizações que estão ativamente empenhados em transformar o planeta.