Webativismo

 

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Mulheres usam a web como plataforma de expressão de suas causas e ideais. Redes sociais servem também para marcar manifestações e passeatas e até como viabilizadora de ideias que beneficiem o coletivo feminino.

 

why

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A noção de poder sai das instituições formais para a comunidade virtiual e as mulheres assumem posições de destaque nesse cenário ao serem mais dispostas a manifestar suas opiniões e organizar ações de impacto na vida e no comportamento das pessoas.

 

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Atrás do cachorrinho perdido

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Foto: Edu Cesar/ Divulgação

A jornalista Andrea Giusti, de São Paulo, sempre militou em favor da adoção de pets. Usava as redes sociais para divulgar casos de bichinhos que precisavam de um lar, quando teve a ideia de explorar o alcance da internet para um trabalho ainda maior. Foi assim que lançou, no fim de outubro de 2012, o Procura-se Cachorro, um site que ajuda a localizar cachorrinhos perdidos. Com um sistema baseado no cruzamento das informações de animais que sumiram ou foram encontrados, a lógica do serviço é bastante simples: a pessoa faz o cadastro do animal, insere o endereço da ocorrência e uma bandeirinha é marcada automaticamente no mapa: vermelha para perdidos e azul para encontrados. Nas buscas, ao menor sinal de semelhança, os animais são identificados. “Se alguém perdeu um beagle macho no Parque Ibirapuera, todos os beagles machos inscritos como encontrados num raio de 10 quilômetros serão apontados para o usuário”, conta a idealizadora do projeto. Foram mais de 600 cadastros realizados nos três primeiros meses de atividades e algumas histórias felizes, como a de Thor, que foi perdido em uma praça de Belo Horizonte. Quem o encontrou fez o registro no site. O dono viu a foto de Thor na fanpage do Procura-se Cachorro. “A participação dos seguidores é sempre muito importante, tanto na divulgação, quanto nas informações para chegarmos ao animal”, observa Andrea. 

Conhece o wevolution?

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Foto: Getty Images

O termo wevolution agrega as palavras we (nós) e revolution (revolução) e foi usado pela agência americana Intelligence Group pra descrever a crença mais forte entre 900 americanos com idade entre 14 e 34 anos.  Pois a geração Y - sempre descrita como individualista - acredita na revolução feita por muitos e na internet. Dois entre três Y acreditam que uma pessoa em frente ao computador tem mais poder de persuasão do que uma pessoa panfletando ou manifestando-se na rua. A maioria ainda disse que apóia causas e encontra causas que merecem apoio por meio de redes sociais. O webativismo ganha cada vez mais força.

A mais jovem webativista

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Foto: Reprodução

A escocesa Martha Payne é a webativista mais jovem a conquistar fama internacional. Desde abril de 2012, aos 9 anos de idade, ela alimenta o blog Never Seconds, dedicado a fotos e resenhas sobre a baixa qualidade nutricional dos almoços servidos na escola em que estuda, na cidade de Argyll, na Escócia. Em pouco tempo seus cliques e visão crítica conquistaram leitores de todo o mundo. E a escola passou a dedicar mais atenção ao preparo das refeições, uma iniciativa reconhecida pela blogger, aliás.

Além disso, Martha fomentou debates ao redor do mundo a respeito da qualidade das merendas escolares, e aproveitou seus dois milhões de admiradores para lançar uma campanha solidária que angariou fundos para a construção de uma cozinha equipada (inclusive com alimentos) para uma escola da cidade de Blantyre, no Malawi, África. Tantos feitos renderam uma matéria no jornal escocês Daily Record, que por sua vez, culminou na pressão da escola para que Martha colocasse um ponto final no blog.

Assim ela fez. Mas durou pouco. Pessoas influentes como James Oliver armaram uma campanha via twitter para pedir a volta do Never Seconds. A escola cedeu, e Martha pôde voltar a postar suas resenhas e incentivar a boa alimentação.

Jornalismo público

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Foto: Divulgação

Fundadora da agência de jornalismo investigativo Pública, Natalia Viana foi a jornalista brasileira número 1  a ter contato com Julian Assange, o criador do Wikileaks. Por intermédio de Natália, o Brasil foi o primeiro país na América Latina a ter acesso aos documentos diplomáticos da embaixada americana recebidos pelo site Wikileaks. Desde então, Natalia é o braço nacional do Wikileaks.

Da web para a rua

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Foto: Divulgação

Embaladas pelo fenômeno das redes sociais, as mulheres vem se apropriando de suas causas e reunindo-se espontaneamente on e offline, mesmo sem fazer parte de nenhum grupo organizado. Bons exemplos dessas práticas são a “Marcha das vadias” (que roda o mundo reivindicando o “ direito” de se vestirem de forma sensual sem serem acusadas de serem vulgares e demais absurdos) e o flashmob mamaço (que aconteceu em São Paulo em resposta a repreensão sofrida por uma mãe que amamentava seu filho em lugar público).

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